Blog do Júnior Bocelli

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O maior exemplo do “Shekhinah de Deus”

O maior exemplo do "Shekhinah de Deus"

Estava procurando na internet uma informação para usar em um dos meus artigos e deparei-me com a página de um cidadão que afirmava ser um “grande homem de Deus” e que diferencia-se dos demais por ter vasto conhecimento do Shekhinah de Deus.

Para os desfamiliarizados com a palavra “Shekhinah”, vejamos o seu significado segundo a Wikipedia:

Shekhinah (Pronúncia hebraica: [ʃe̞χiˈnä]) – termo com pronúncia mais próxima do termo hebraico שכינה – conhecido também como Shekiná em português (outras transliterações possíveis: Shekinah, Shechinah, Shekina, Shechina, Schechinah) designando, no judaísmo, a faceta da revelação divina aos homens, a “Divina Presença”, sendo também considerada a face “feminina” e “materna” dela. O vocábulo “shechiná” não aparece na Bíblia Judaica nem no Novo Testamento, sendo uma palavra derivada da raiz hebraica ש-כ-נ (sh-k-n), cujo significado é “habitar”, “fazer morada”. De acordo com a concepção cabalística e do ramo hassidísmo do judaísmo, a Shechiná é uma energia cósmica poderosíssima em si mesma, que habita no “interior” do Universo e vivifíca-o, sendo a sua “alma” ou “espírito”. (continue lendo)

O Shekhinah, portanto, designa a presença e a manifestação de Deus entre os homens.

Para a maioria dos cristãos que usam essa palavra (e muitos dos que me lêem) hoje em dia o significado dessa “presença” contaminou-se com a espiritualidade pagã do nosso país, reduzindo-se ao estado de histeria provocado por invocações, rituais e sacrifícios; inclusive, usando algumas passagens do Antigo Testamento, é possível alienar o Shekhinah de Deus aos sacrifícios oferecidos no “templo”.

Eu creio nos dons espirituais, não sou tradicional, e muito menos pentecostal. Sou apenas de Deus. Porém, como discípulo de Jesus, não posso crer que existam “dons espirituais” sem os Frutos do Espírito; não posso crer que o Espírito Santo age através de uma pessoa a não ser para a edificação do próximo e em amor; não posso crer que Deus realizou algo através de alguém sem que essa pessoa tenha feito isso apenas por contentamento e amor.

O maior exemplo do Shekhinah de Deus aconteceu em Jesus, o Verbo Encarnado; o Emanuel que quer dizer “Deus conosco”. Ele foi Deus andando em meio aos homens, morreu a nossa morte e ressuscitou, deixando-nos o exemplo:

Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos. “Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca”. Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça.

Nele habitou a plenitude do Espírito Santo e através dEle foi anunciado as Boas Novas as nações, mas não se diz nas narrativas dos evangelhos que Ele fosse fanfarrão ou gritalhão (como alguns cristãos); ao contrário, quando curava as pessoas era por amor, não aceitava propagandas acerca de si mesmo, nem ao menos preocupava-se em ser notado.

Muitos o seguiram, e ele curou todos os doentes que havia entre eles, advertindo-os que não dissessem quem ele era. Isso aconteceu para se cumprir o que fora dito por meio do profeta Isaías: “Eis o meu servo, a quem escolhi, o meu amado, em quem tenho prazer. Porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará justiça às nações. Não discutirá nem gritará; ninguém ouvirá sua voz nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, não apagará o pavio fumegante, até que leve à vitória a justiça. Em seu nome as nações porão sua esperança”.

Apesar de não ter sido reconhecido por aqueles que O esperavam, tendo sido crucificado por eles em meio aos ladrões, o Senhor foi reconhecido pelos pequeninos da Terra e não rejeitou o louvor de crianças de peito, como confirmam as profecias.

Hoje o Shekhinah acontece na Igreja de Deus na pessoa do Espírito Santo. Foi quando “Deus conosco” transformou-se em “Deus em nós” e isso é maravilhoso, confirmando o que disse Jesus aos seus discípulos “… eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei”.

Naquele dia compreenderão que estou em meu Pai, vocês em mim, e eu em vocês.

Porém é necessário notar que a Igreja a qual me refiro não é a “igreja” dos homens, essa instituição que tem “declaração de fé”, “corpo de doutrinas” e “hierarquia eclesiástica”. A Igreja de Deus é formada por todos aqueles que vivem em conformidade com o Evangelho de Jesus; o que nada mais é que viver em profunda gratidão e amor por Deus e pelo próximo, pois, conforme o próprio Jesus prometeu, os que assim vivem são amados por Deus e o próprio Jesus se revelaria a eles.

Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele”. Disse então Judas (não o Iscariotes): “Senhor, mas por que te revelarás a nós e não ao mundo?” Respondeu Jesus: “Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele.

Portanto, você que julga “quem é e quem não é” por considerar-se parte da “Igreja de Deus”, tome cuidado. Pois os que assim procedem são exatamente aqueles que ficarão do lado de fora do Reino. Enquanto  virá gente de todas as partes da Terra sentar-se a mesa com Abraão.

Eu lhes digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e se sentarão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no Reino dos céus. Mas os súditos do Reino serão lançados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”.

Esses, os Filhos do Reino, são os que formam a “Casa de Deus”, onde Ele faz morada.

Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor. Nele vocês também estão sendo edificados juntos, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito.

e, para que não fique dúvidas sobre quem é a Rocha, o próprio Pedro declara ser somente um “pequeno tijolo”, assim como os demais irmãos.

À medida que se aproximam dele, a pedra viva — rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele — vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo.

Categorias: Histórias

Escrito por Júnior Bocelli

Júnior Bocelli tem 31 anos, é Bacharel em Física, mas se deu bem mesmo trabalhando como web designer e professor; CEO da iCriação - Sistemas Web e Desktop e funcionário público. Amante de Jesus e do Evangelho, dedica parte do seu tempo a ajudar pessoas que querem Deus, mas não suportam mais a religião.

1 Comentário so far.

  1. Clayton says:

    Legal mano, curti o texto. Realmente hoje temos muitos jargões, palavras que sequer conhecemos a definição original, mas que utilizamos para cultos de histeria. Achamos que devemos nos cumprimentar apenas com: “A Paz do Senhor” e coisas mais absurdas. Eu, por exemplo, conheço alguns irmãos que se não der “A Paz do Senhor” pra eles, acham que você está “desviado” da “igreja”, afastado da presença de Deus, foram ensinados que quem tem Paz dá “A Paz…”.

    Ótimo fim de semana, abraços.


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