Blog do Júnior Bocelli

Estudos bíblicos, reflêxões, devocionais, histórias e artigos em geral.

As Festas Juninas

As Festas Juninas

Termina mais um mês de Junho e com ele vai-se, além de meu aniversário de 28 anos, mais um festival de Festas Juninas Católicas dedicadas aos santos apóstolos. Analisando os comentários e recomendações de alguns pregadores, vejo quanta hipocrisia existe no meio religioso. Com o mais sincero desejo de que essas palavras edifique você de alguma forma, é que compartilho com você o que vejo.

A acusação protestante/evangélica é típica: “as Festas Juninas são festas idólatras feitas em adoração aos santos católicos e não à Deus” e seria até justa, se estes que acusam não praticassem as mesmas coisas. Em primeiro lugar, antes de começarmos a anaisar essa questão, é necessário definir “adoração”, pois quase todos os cristãos que conheço confundem “adoração” com “adulação” da divindade, que nada mais é que um sistema baseado em barganhas, onde bençãos são trocadas por oferendas na forma de sacrifícios, cultos e ofertas.

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro.

A verdadeira adoração, que acontece “em espírito e em verdade”, consiste no ardente desejo de tornar-se cada vez mais semelhante ao seu Mestre, não nos conformando com esse mundo; uma coisa complicada, uma vez que os galardões eternos foram substituídos pelos mundanos que vão desde de riqueza material até a capacidade de seduzir as pessoas através de “poder sobrenatural” (esse assunto será aprofundado em outro texto).

A nossa adoração pagã, no entanto, é baseada na “bajulação” divina e na aversão a Pessoa de Jesus. Na verdade, “ícones” bíblicos são passados ao povo como modelos a serem seguidos; campanhas, correntes e mensagens nos ensinam em como “perseverar na fé de Josué”, “na coragem de Gideão”, na “força de Sansão” e etc. De modo geral, é louvado entre o povo “as sombra da Lei” e deixado de lado “aquele que é a expressão exata de como Deus é”, pois Jesus não deixa margem para falsas interpretações acerca da vontade de Deus. Quem quer um Deus que nasceu entre animais e morreu crucificado entre ladrões?

De fato, que pouca gente que, como Paulo, ainda tem coragem de pregar o Cristo crucificado:

Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que crêem por meio da loucura da pregação. Os judeus pedem sinais miraculosos, e os gregos procuram sabedoria; nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentios, mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus.

Dessa maneira se divide basicamente o movimento dos “faladores do nome Jesus”; uns O vêem como um “poder”, um nome de autoridade sobre as circunstâncias da vida, as doenças e os espíritos malignos; outros, que se consideram mais letrados, tentam adaptá-lo as normas filosóficas fazendo com que Ele fique do tamanho das suas doutrinas, as quais podem ser decoradas com a mente, mas nunca discernidas no coração. As Escrituras nas mãos dessas pessoas são transformadas em uma coisa esquisita, mas que não é a Palavra. Jesus, transformou-se em um nome, somente; o Evangelho é uma coleção de milagres que o pregador cita conforme a conveniência, tornando Jesus a imagem de um “Zé Arigó”; quando ainda se fala sobre os ensinamentos de Jesus, a natureza existêncial dos seus ensinamentos é corrompida, transformada em devocionalidades, em nome do lucro da instituição religiosa. As lindas poesias do rei Davi (os Salmos) foram transformadas, entre outras coisas, em “leis” que determinam o “modo” de como adorar a Deus, ao invés de nos atentarmos ao espírito de Davi que vivia em estado de conformação e contemplação da Pessoa de Deus.

Supostamente baseado na vida desses personagens bíblicos, é possível instituir “biblicamente” misticismos e ofertas de barganhas com Deus, com o objetivo de conseguir lucro e manter a organização bem financeiramente; esses conteúdos são sempre retirados do Antigo Testamento para que as simbolizações, que se consumaram em Cristo Jesus, sejam eternamente repetidas em forma de sacrifícios nos “templos/igrejas”, negando a eficácia do sacrifício de Cristo. Além disso, aproveitando-se da ignorância da grande massa de pessoas, esses falsos pregadores manipulam os textos bíblicos de modo a deixar Deus com a cara que lhes seja favorável em determinada ocasião. Assim, por exemplo, para manter o domínio sobre as consciências é possível criar um deus que seja implacável e mesquinho, ou, para fazer o povo contribuir com ofertas, deus transformasse num pai bonachão e irresponsável com a educação dos seus filhos (quanto a dualidade existente na cabeça do crente entre o “Deus do Antigo Testamento” e o “Deus do Novo Testamento” estou escrevendo um texto detalhado).

Jesus afirmou quem olhava para Ele deveria enxergar Nele o Pai, e vive-versa, acabando com  as várias interpretações acerca de como Deus é. Portanto, qualquer outro “deus” que não seja como Jesus, mesmo que seja criado “biblicamente”, é um impostor. Pode até ser apelidado de “Jesus”, mas Jesus não conhece os seus seguidores.

Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo. O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa.

De forma que no Evangelho somos sempre aconselhados a olhar para Jesus como a Revelação perfeita e acabada de como Deus é. O que aconselho à todos que chegaram até o final do texto é que voltem a ler os evangelhos e depois o Novo Testamento todo, deixando lavar-se pela Palavra, crendo sempre no que está dito, sem medo. Também, pare de acusar aquele que você considera “mais pagão” que você, pois procedendo assim estará chamando juízo para você mesmo, visto que pratica as mesmas coisas.

Categorias: Meus artigos, Reflexões

Escrito por Júnior Bocelli

Júnior Bocelli tem 31 anos, é Bacharel em Física, mas se deu bem mesmo trabalhando como web designer e professor; CEO da iCriação - Sistemas Web e Desktop e funcionário público. Amante de Jesus e do Evangelho, dedica parte do seu tempo a ajudar pessoas que querem Deus, mas não suportam mais a religião.

3 Comentários so far.

  1. Clayton says:

    Gostei muito do post, apesar de ter tratado muito superficialmente da questão “Festa Junina”, tratou com bastante propriedade de questões mais importantes, a adoração e a consciência em Cristo Jesus, salvador de TODA a humanidade. Estamos juntos e misturados meu amigo. Não sei se você vai lembrar quem é, mas o Daniel do NaFrequencia.com falou muito bem de você. Abração e se puder/quiser apareça no meu blog tb.

    http://euevangelho.blogspot.com/

  2. Rafael says:

    Muito bom texto. Resumiu o que acontece no meio evangélico. Tu poderias comentar a palavra de Jesus em relação “se disseres a esta montanha lança-te etc..”, pois esse texto causa muita confusão no meio evangélico confundindo fé com positivismo, determinação etc….

  3. Marcelo Marinho says:

    Sinceramente! Não gostei! Venerar é o mesmo que adorar. Será que você é ecumenico?


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